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terça-feira, 29 de março de 2011

Pit bulls são recepcionistas de salão de beleza na Zona Leste de SP


Bill e Billy também atraem clientes e fazem ‘bico’ de segurança à noite.

Para proprietário, temperamento de cão depende de criação.

Paulo Toledo PizaDo G1 SP
Billy (à esq.) e Bill em momentos de descontração (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)Billy (à esq.) e Bill em momentos de descontração (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
Alguns salões de beleza inovam o atendimento oferecendo mimos como massagens, cafezinhos e bombons. Um cabeleireiro na Zona Leste de São Paulo, porém, foi além e colocou como recepcionistas dois grandes cães da raça pit bull. Apesar do tamanho e da cara de mau, a dupla é mansa e virou xodó dos clientes do salão.
Bill e Billy chegaram filhotes ao sobrado situado na Avenida João Neri de Carvalho, região de São Miguel Paulista. No térreo, são feitos os cortes de cabelo e tratamentos de beleza; no andar superior fica a casa onde vive o casal de cabeleireiros Eduardo Yamada, de 43 anos, e Norma Menezes, de 53. “Como eram filhotinhos, os clientes achavam bonitos e queriam brincar”, contou Yamada. “Eles acostumaram com as pessoas e acabaram ficando no salão.”
Essa interação constante desde pequenos fez com que os cães se acostumassem ao vaivém de diferentes pessoas. E, segundo Yamada, contribuiu para que a dupla se tornasse dócil. “Acho que todo bicho que é criado amarrado acaba ficando bravo. Um vira-lata acorrentado será agressivo.”
Num primeiro contato, a presença de Bill e Billy impressiona. A equipe de reportagem do G1esteve no salão na quarta-feira (23). Ao entrar no estabelecimento, nenhum sinal dos cães. “Eles estão dormindo. Espera que eu vou chamar”, afirmou Yamada. Com um simples assobio, os bichos apareceram. O primeiro a “se apresentar” foi Bill, de 10 anos. Marrom e branco, ele impõe respeito. Seu rabo abanando freneticamente de um lado para o outro, porém, mostrava que suas intenções eram boas.
Apesar da idade avançada em se tratando de cães, ele está bem fisicamente. Além de correr, saltar e brincar com um pneu de moto como qualquer jovem pit bull, Bill sabe alguns truques úteis, como abrir portas e levar sacolas de compras escada acima.
O outro cachorro é Billy, de 5 anos. Branco e com olhar firme, ele é mais contido, mas muito brincalhão e sempre está atrás de Bill. Quando a noite cai, porém, a dupla muda de comportamento e faz um “bico” de segurança. “Quando fecha o salão, eles ficam bem espertos e latem ao primeiro barulho estranho, para avisar se algo errado está acontecendo”, disse o filho do cabeleireiro, Bruno, de 22 anos.
Clientes
Yamada garante que se o cliente tiver medo os cães são presos. “Eu só preciso dar a ordem que eles saem. Eles ficam tristes, mas tudo bem.” A contadora Vilma Paterniani Iunes, de 46 anos, fez isso durante um tempo. “No começo eu pedia para eles saírem. Mas com o tempo, fui acostumando e agora gosto muito deles.”
Dona do salão, Norma Menezes afirmou que seus cachorros, além de ajudarem na segurança e na recepção, atuam como chamarizes do estabelecimento. “Tem gente que entra aqui só para ver os dois.” Seu marido contou que muitos passaram a cortar o cabelo lá por causa dos pit bulls. “Só o Bill atraiu uns dez clientes.”
Bill descansa em cadeira de salão (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)Bill descansa em cadeira de salão (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

The Patrick Miracle

http://www.anda.jor.br/2011/03/29/cao-que-sobreviveu-apos-ser-jogado-do-22%C2%BA-andar-da-licao-de-vida-a-humanidade/

Cão que sobreviveu após ser jogado do 22º andar dá lição de vida à humanidade

29 de março de 2011

Por Camila Arvoredo  (da Redação)
Créditos foto: “Warniz”
Uma notícia impensável remexe a opinião pública estado-unidense e relança uma série de debates sobre as leis de proteção animal, afirma o jornal francês “Warniz”.
A história de Patrick, um cachorro pit bull que vem de bem longe, depois de ter sofrido uma série de torturas horrendas chocou o mundo.
Sua história mistura dor, negligência, abuso e sofrimentos imagináveis, mas também mostra uma vontade de viver fora do comum.
Veja abaixo a história de Patrick, um cachorro que acaba de sair do inferno, apesar de tudo, e que ainda encontra a força de amar a humanidade.
No dia 16 de março, um lixeiro de Nova Jersey, EUA, se apressa para descarregar o conteúdo da lixeira no caminhão de lixo quando se depara com alguma coisa que se mexe. Abrindo o saco, o espanto: um cachorro esquelético e quase morto aparece em seu interior. O animal tinha sido jogado na caçamba de lixo do 22º andar.
Imediatamente, o pobre cachorro foi socorrido e levado para o pronto-socorro do Centro de Cuidados para os Animais. Os empregados do centro nunca tinham visto um animal num estado tão horrível. Os primeiros cuidados foram dados e ele foi conduzido para uma clínica especializada, de modo que recebesse cuidados mais avançados.
Ele tomou banho, recebeu uma transfusão de sangue, antibióticos e medicamentos contra a dor, além de pedaços de carne em intervalos regulares. Ele sempre os aceitava com pequenos movimentos da cauda em sinal de reconhecimento.
Patrick, um cão adorável com coração de leão. (Créditos foto: “Warniz”)
Os médicos que o examinaram declararam que Patrick estaria morto em algumas horas, caso ele não tivesse sido salvo. Quanto ao culpado, uma mulher de 28 anos, ela se defendeu dizendo que ela não tinha condições de cuidar do cão, mas negando tê-lo jogado na caçamba de lixo do 22º andar.
Acusada de abandono e de não providenciar a subsistência apropriada a um animal, ela pode pegar seis meses de prisão e uma multa máxima de 1.000 dólares.

Em todos os lugares, Patrick gera comoção
Patrick retoma a saúde lentamente, mas seguramente repõe suas forças das cinzas. Ele, inicialmente conseguiu levantar a cabeça, depois se levantar e ele até consegue caminhar um pouco, quando precisa fazer as suas necessidades.
Sua história suscitou vivas emoções nos quatro cantos do globo. Na Itália, França, Grécia ou Austrália, as pessoas reagem à sua história. Cartas, cartões e desenhos são enviados, desejando suas melhoras.
Uma página no “Facebook”, “The Patrick Miracle”, foi criada em sua homenagem e dá regularmente notícias de seu progresso e de seu estado geral. Uma outra, chamada de “Patrick´s Law” (A lei de Patrick) é destinada a fazer pressão para que uma lei seja criada contra os maus-tratos a animais.
Desde então, este pobre cachorro que tanto sofreu tornou-se o rosto da violência contra os animais e o símbolo das mudanças que se pode trazer à legislação. Tudo que Patrick diz, entretanto, é que ele está quentinho, com a barriga cheia e ao abrigo de qualquer dor, além de ser amado pela primeira vez na sua vida, afinal é tudo de ele merece.

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